quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Mil e Uma Colecções



Visita orientada à Casa da Calçada onde se destaca algumas peças das diferentes colecções.No atelier, uma actividade de expressão plástica, complementa a informação dada e fomenta a criatividade dos participantes.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011



A CASA-MUSEU FREDERICO DE FREITAS associa-se às festividades de Natal, procurando retomar e incentivar a tradição da ronda pelas lapinhas. Com esse intuito montou, com peças do seu acervo em reserva, dois presépios tradicionais que valorizam o percurso da visita à CASA DA CALÇADA.

A partir do século XVIII afirmam-se na Madeira duas tipologias específicas de presépios, as rochinhas ou lapinhas e as escadinhas, que evoluem ao longo do século XIX, até aos nossos dias.

As rochinhas quando eram realizadas à escala miniatural podiam abrigar-se em caixas envidraçadas, mas quando eram armadas com peças e cenários de maiores dimensões, chegavam a ocupar uma sala, compondo uma paisagem à imagem da Ilha. Reconstituíam-se os socalcos montanhosos, semeados de vegetação e cortados por linhas de água, distribuíam-se as personagens religiosas em pacífica e alegre convivência com as figuras do quotidiano regional. Todos convergiam para a gruta onde se abrigava São José, a Virgem e o Menino, núcleo central de toda a composição.

Um grande presépio de rochinha ocupa o espaço do JARDIM DE INVERNO, reunindo em redor da Sagrada Família uma série de cenas e de personagens realizadas nos séculos XVIII e XIX, em barro policromado, e que narram a história do Nascimento. A Visitação, os Pastores, a Cavalgada dos Reis Magos, a Fuga para o Egipto, o Massacre dos Inocentes, Jesus entre os Doutores, são os episódios religiosos que se encontram representados à maneira dos antigos conjuntos que permitiam reviver, passo a passo, a infância de Cristo, e que mais raramente podiam abranger a sua vida adulta até à Ressurreição.

Não faltam os figurantes regionais, com camponeses que se deslocam em direcção à gruta, ou que se mantêm ocupados nos seus afazeres quotidianos, a matança do porco, o sapateiro, os transportes de palanquim e de corça, o convívio entre religiosos e a tradição conventual do Menino Perdido, são alguns dos personagens que nos reportam aos antigos costumes locais.

Na SALA DO CHÁ encontra-se a escadinha, encimada pela belíssima imagem em madeira policromada, do século XVIII, do Menino Jesus enquadrada por um arco florido. Searinhas, frutas, pequenos pães (brindeiros), animais de barro, uma pequena imagem de São Pedro e figuras do quotidiano regional ocupam os diferentes degraus da escada e enriquecem o conjunto.

As escadinhas difundem-se a partir do século XVIII. Singelos mas encantadores estes presépios eram armados como pequenos altares, sobre mesas engalanadas. Para formar os diferentes degraus, nos meios rurais, eram usadas antigas medidas de cerais. O seu objectivo é a entronização da imagem do Menino Salvador que abençoa o mundo.

A visita de Natal à CASA-MUSEU FREDERICO DE FREITAS culmina com a passagem pela SALA DE JANTAR, onde se encontra posta a mesa de Natal. A toalha bordada, as loiças, os cristais e as pratas, tudo se conjuga, reluz e brilha, na antecipação da quadra festiva tornando esta visita uma oportunidade única de apreciar a CASA DA CALÇADA engalanada para a FESTA.

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Natal 2010






O Ateliê Vamos Desembrulhar e Guardar o Nosso Natal explora parte do acervo do Museu e um conjunto de actividades lúdicas e no âmbito das diferentes expressões que confronta os usos e os costumes do Natal no passado e no presente, na Região e no Estrangeiro.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Exposição Temporária




Martha Telles

A terceira de cinco irmãos, Martha Telles nasceu na Rua da Carreira a 19 de Agosto de 1930 no Funchal. Filha do madeirense, advogado e filantropo Alexandre da Cunha Telles e da cantora lírica dinamarquesa Wera Cohen da Cunha Telles, tirou o curso de Pintura na Escola Superior do Porto nos finais dos anos cinquenta.
Depois de correr mundo, desde a Europa aos Estados Unidos, realizou diversas exposições tendo sido a primeira em Copenhague. Foi bolseira da Fundação Gulbenkian em Paris e frequentou a Sorbonne. Estudou com a pintora Vieira da Silva e conviveu com Jorge Martins e José Escada. Percorreu a Dinamarca, a Itália, o México; exerceu funções docentes em Lisboa e Moçambique. Viveu em Bruxelas, onde reside actualmente a sua única filha. Naturalizou-se canadiana em 1974, vindo a falecer no dia 21 de Fevereiro do ano 2001.

A presente exposição resulta da cedência temporária de 31 obras da artista à Região Autónoma da Madeira e encontra-se patente ao público no mesmo horário do Museu, com entrada gratuita.

A Casa-Museu Frederico de Freitas




Recebido o legado e ciente da importância de manter o acervo exposto no local onde havia sido reunido, o executivo regional adquiriu a Casa da Calçada. Foram então encetadas importantes e profundas obras de recuperação que obedeceram a um projecto da responsabilidade dos arquitectos Maria João Almada Cardoso e Gastão Salgado da Cunha, a executar em duas fases distintas.
Um grande esforço foi feito na adaptação da antiga habitação às novas exigências museológicas de uma Casa-Museu: definiram-se áreas de funções diferenciadas, resolveram-se percursos; seleccionaram-se peças em função da sua qualidade, beleza ou interesse específico, recolheram-se outras a fim de valorizar e facilitar as leituras, garantindo também uma melhor segurança. Beneficiaram-se as condições de exposição com a abertura de novos vãos para entrada de luz e para instalação de vitrinas de apres A Casa-Museu abriu as suas portas pela primeira vez ao público a 29 de Junho de 1988.
Em Junho de 1996 começou a execução da segunda fase da Casa-Museu Frederico de Freitas que, na sua totalidade, permitiu a quase duplicação da área de pavimento inicial e a renovação e reabilitação de 700 m2 de jardins. Foi construída de raiz a Casa dos Azulejos, destinada à Exposição Permanente de Azulejaria e que integra as Reservas e Oficina de Azulejos, um Auditório com capacidade de 50 lugares e uma Cafetaria. Toda esta nova área é servida por um elevador, o que permite um fácil acesso aos deficientes motores.
Foi ainda restaurada e ampliada a Casa da Entrada, onde funcionam a Portaria e os Serviços de Educação e de Animação da Casa-Museu. Foram também concluídas obras no edifício antigo, a Casa da Calçada, que levaram à abertura de três novas áreas de exposição permanente e à recuperação de outras zonas de Serviços do Museu. Esta última fase foi inaugurada a 30 de Setembro de 1999.
Desde 2002 a Casa-Museu, à semelhança de todos os Museus tutelados pela DRAC, integra a Rede Portuguesa de Museus.